sábado, 27 de fevereiro de 2010

BBB10 - Todos Contra Dourado

A torcida contra Marcelo Dourado no ‘Big Brother Brasil 10 foi parar até no exterior. Sites voltados para o público gay nos Estados Unidos e até o cantor inglês Boy George noticiaram a campanha contra o participante do ‘reality’, acusado de homofobia e misoginia (desprezo por mulheres).

O site da revista americana ‘Advocate’, uma das mais importantes publicações para a comunidade gay, exibia em sua capa, na terça-feira, a seguinte manchete: “Homofóbico lidera o ‘Big Brother Brasil’”. A matéria trazia um vídeo com momentos de Dourado no programa e um link para eliminá-lo na votação  — o que não aconteceu. Angélica, lésbica e rival de Dourado, foi eliminada com 55% dos 77 milhões de votos, recorde do programa. Dourado recebeu 38% e a drag queen Dicesar, 7%.

Outro blog internacional, o ‘Made in Brazil’, trouxe o título: “Na edição mais gay do ‘Big Brother Brasil’ até agora, o atual favorito é um homofóbico”. No fórum do site ‘After Ellen’, voltado para o público lésbico, integrantes pediam a adesão à campanha para eliminar o ‘brother’. Até o cantor Boy George tomou partido e ‘twittou’: “Vamos lá, brasileiros, botem esse auto-obcecado que odeia bichas para fora da caixa.”

Pelo menos mais de 25 blogs brasileiros fizeram campanha para a saída de Dourado. Um blogueiro chegou a oferecer R$ 50 mil a quem votasse nele. Anônimos e famosos também se manifestaram no Twitter. “Torcer por um cara que, além de usar uma suástica e ser homofóbico, diz que bater em mulher é o cúmulo da submissão à dominação masculina”, escreveu Jean Wyllys, vencedor do ‘BBB 5’ e gay assumido. “Não o conheço, mas critico o que ele representa e defende publicamente”, explica Jean a O DIA .

No entanto, nomes como Fernanda Paes Leme, Preta Gil, Tico Santa Cruz e Bruno Gagliasso fizeram posts no microblog apoiando o polêmico participante. “Nesse ‘BBB’ nada é colorido (nome dado ao grupo dos gays da casa)... tudo Dourado!!! Hahahaha... estou torcendo para o Dourado e pronto!!!”, diz. Tico Santa Cruz argumentou: “O conceito a ser exaltado é o do respeito, inclusive de alguém não gostar de homossexuais. Não gostar não significa agredir!”, publicou o ‘detonauta’ no Twitter. “Estão todos no oba-oba”, acredita Jean. “Muitas pessoas levam na brincadeira e esquecem que a TV é a grande fonte de informação dos brasileiros”.

Dourado é criticado por declarar que havia perdido a fome após conversa sobre relação entre homens e ter dito aos participantes do ‘reality’ para não falarem mais sobre sexo à mesa. Causou polêmica ao afirmar que homens heterossexuais não pegam Aids (o que provocou reações de grupos ativistas homossexuais e do governo) e ao dizer que não bateria em Angélica por ela ser mulher. E explicou que se batesse em alguém na casa seria expulso, mas que, do jeito que ela falou, “era para mim (sic) ter quebrado os dedos dela e dado um monte de porrada, deixado ela desmaiada no hospital”.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ícone Lésbico Vocalista Do La Roux Não Quer Se Prender a Rótulos

Com seu visual andrógino, Elly Jackson - a vocalista do La Roux - conquistou as paradas europeias em 2009 e virou um dos ícones lésbicos da nova geração. ...Ícone lésbico, vocalista do La Roux não quer se prender a rótulos

Julianne Moore e Annette Benning São Mães Lésbicas Em Novo Filme

A família de Julianne Moore e Annette Benning em 'The Kids Are Alright' (Foto: Divulgação)Comédia ganhou destaque no Sundance Film Festival.


Não se falava em mais nada nesta terça-feira (26) após a exibição da comédia “The Kids Are Alright“, que teve sua grande estréia na 26ª edição do Sundance Film Festival.

O filme ganhou a atenção dos presentes e foi considerado uma obra-prima pelos críticos mais importantes, com direito a especulações sobre possíveis indicações para o Oscar 2011.
“The Kids Are Alright” já surpreende com nomes de peso no elenco, como Julianne Moore, Annette Benning, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska e Josh Hutcherson.
Dirigido por Lisa Cholodenko – que já comandou episódios de “The L Word” e “A Sete Palmos (Six Feet Under)” -, o filme conta a história dos irmãos Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), filhos do casal de lésbicas Nic e Jules (Annette Benning e Julianne Moore), que iniciam uma jornada em busca do pai biológico Paul (Mark Ruffalo).
Por ser um assunto bastante delicado, a diretora preferiu um caminho mais suave e abusou de tons humorísticos para contar a história desse formato de família cada vez mais presente na sociedade.
Essa não é a primeira vez que Julianne Moore e Mark Ruffalo dividem as telas do cinema. A dupla protagonizou a adaptação para o cinema do livro “Ensaio Sobre a Cegueira“, de José Saramago, dirigido por Fernando Meirelles.
Distribuidoras estão na disputa por “The Kids Are Alright” e, por enquanto, não há previsão de estreia.

Julianne Moore e Annette Bening Fazem Comédia Familiar Lésbica

BERLIM (Reuters) - Julianne Moore e Annette Bening contracenam em "The Kids Are All Right", representando um casal lésbico cuja vida vira de ponta-cabeça quando seus dois filhos adolescentes procuram o pai biológico.
A comédia familiar, que está sendo exibida no Festival de Cinema de Berlim fora da competição principal, fez a plateia rir e aplaudir na quarta-feira, com seu roteiro inteligente e triângulo amoroso cada vez mais complicado que obriga as personagens a repensar suas vidas.
Moore, 49 anos, disse que vinha querendo trabalhar com a diretora Lisa Cholodenko desde o longa "High Art", de 1998, da diretora, que também trata de um relacionamento entre lésbicas.
Cholodenko levou quase cinco anos para concluir o roteiro. Mas, com o casamento homossexual sendo um tema do momento nos Estados Unidos, seu timing revelou-se bom.
Jules (Moore) e Nic (Bening) se esforçam para ser boas mães. As duas formam um casal rico que se orgulha das realizações acadêmicas de sua filha, Joni, e procuram manter a mente aberta quando desconfiam que seu filho, Laser, talvez seja gay.
Quando descobrem que Laser entrou em contato com seu pai biológico, as mulheres se sentem ameaçadas, mas acabam se afeiçoando ao californiano bonito e descolado a quem se referem como "o doador" ou "a fonte do esperma".
Mas as coisas azedam quando Jules começa a apaixonar-se por Paul (Mark Ruffalo), e Nic desconfia disso.
As duas mulheres ao mesmo tempo desprezam e epitomizam os usos e costumes sociais da Califórnia moderna, quer seja por suas bebidas saudáveis, alimentos orgânicos, compostagem ou atitude liberada em relação ao sexo.
Julianne Moore disse que o filme a atraiu porque trata da família, e não do tema atual do casamento homossexual.
"Para mim, é um retrato de um casamento e de uma família, fala de como é estar casada há muito tempo e ter filhos."
"Acho que a sexualidade da pessoa não vem ao caso. No caso de Annette e eu, ambas já fomos casadas, temos filhos, sabemos como é ser mães e viver um relacionamento duradouro", disse.
A atriz saudou a oportunidade de representar uma personagem perdida na estrutura de uma família.
"Sinto que já vi isso muito na vida, mas não se vê isso com frequência no cinema. Geralmente, no cinema, as pessoas têm uma ideia muito clara de para onde estão indo."

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Atriz Diz Que Prefere Cenas De Sexo Lésbico

De acordo com o site Showbizspy.com, a atriz inglesa Naomi Watts disse que prefere contracenar em cenas de sexo com mulheres, já que nesse caso não há qualquer “tensão sexual”. Naomi protagonizou cenas tórridas com Laura Harring no filme ‘Cidade dos Sonhos’ de David Lynch. “A cena de sexo mais fácil que eu já fiz foi em ‘Cidade dos Sonhos’. Isso porque foi com outra mulher. Não houve qualquer tipo de embaraço ou tensão sexual” explicou a atriz.

Angelina Jolie é A Preferida Das Lésbicas

A frase “Angelina Jolie mexe com a cabeça dos heterossexuais” é verdadeira, mas incompleta. A senhora Pitt também é muito desejada pelas mulheres. Pesquisa feita com 2.600 lésbicas e bissexuais femininas por uma empresa britânica mostrou que Angelina é a deusa desse segmento. De acordo com o comunicado distribuído à imprensa, a atriz é disparada a campeã de votos e, com certeza, o lado forte dela é uma das razões disso.
Em segundo lugar, vem Madonna e, em seguida, a cantora Pink. Dentre as mais novas a entrar no ranking está Lady Gaga, que já ficou em sétimo lugar. Uma olhada na lista mostra que, por motivos diferentes, as divas gays também freqüentam os sonhos das lésbicas. Dentre as 20 mais estão Cher, Cindy Lauper, Britney Spears e Beyoncé.

Prefeita Lésbica Nos Estados Unidos Se Casou

A primeira lésbica e negra chefe de Poder Executivo de uma cidade dos Estados Unidos da América, Denise Simmons, se casou. A política é prefeita da cidade de Cambridge, em Massachusetts, primeiro estado do país a legaliza o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.
Denise se casou com sua companheira de anos, Mattie B. Hayes, em uma cerimônia religiosa. “Creio que foi a primeira vez que uma igreja afro-americana celebra o casamento de um casal do mesmo sexo. Era isso que esperávamos há muito tempo”, disse.

Lei Inglesa Aceita Oficialmente Duas Mães Lésbicas

Entrou em vigor, na Inglaterra e País de Gales, a lei que permite registrar lésbicas que tiveram filhos gerados por inseminação artificial como mães. A regra é retroativa e vale para quem recorreu a este procedimento desde 5 de abril de 2009.
O Ministro dos Assuntos Internos, Lord Brett, declarou que considera essencial a igualdade de direitos uma vez que as circunstâncias familiares continuam a mudar. Já a deputada Nadine Dorries se opôs a lei acreditando que o modelo tradicional de um pai, uma mãe e filhos ainda é o que funciona melhor.

Outra Modelo Se Assume Lésbica Em Reality Fashion







Lésbicas não têm nada a ver com vaidade. Bom, está na hora de muitos que pensam assim rever seus pontos de vista. Afinal, mais uma concorrente do reality show Brazil’s Next Top Model se assumiu lésbica. A saída do armário ocorreu no episódio mostrado no domingo 18, no qual Fabiana Teodoro (foto) revelou sua orientação sexual.
A primeira lésbica assumida da atração foi Giovahnna Ziegler. O jogo foi aberto antes mesmo da atual temporada do programa começar. Detalhe: mais da metade das concorrentes foram eliminadas, mas Giovahnna e Fabiana ainda estavam na disputa.

Divulgado Ensaio Lésbico De Dita Von Teese

Caiu na rede fotos da atriz, stripper e performer Dita Von Teese, num ensaio lésbico feito há dez anos. A atriz, ex-namorada do cantor Marilyn Mason, já foi vista antes num pornô um tanto bizarro com Anita Blonde, estrela do mundo do sexo.

Atriz Fez Desfile Para Transar Com Uma Modelo

A atriz dinamarquesa Rie Rasmussen, de 31 anos, esteve em São Paulo para a Mostra Internacional de Cinema e causou rebuliço na semana passada. A loirona, que além de atuar, também dirigiu e escreveu o roteiro de Human Zoo, deu declarações ótimas para as manchetes de jornais.

Rie, que também já foi modelo, disse que aceitou desfilar para a grife Victoria’s Secret “só porque queria transar com uma supermodelo. E consegui”. Sobre as brasileiras, “elas são bem diferentes umas das outras. Mas têm uma coisa em comum: o bumbum incrível”. Será que alguma nativa em particular encantou a dinamarquesa?

Movimento GLBT Mudou Para LGBT

Para grupo, mudança significou dar mais destaque para reivindicações das lésbicas.



A 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais decidiu padronizar a nomenclatura usada pelos movimentos sociais e pelo governo, junto com o padrão usado no resto do mundo; em lugar de GLBT, a sigla passa a ser LGBT: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais. Para o grupo, a mudança significa dar mais destaque para as reivindicações das mulheres lésbicas.

“Era uma demanda antiga do movimento das lésbicas organizadas”, explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.

Segundo reportagem da Agência Brasil, além da plenária, o sábado foi de atividades nos grupos de trabalho por setor, que votaram todas as propostas que devem ser incluídas na Carta de Brasília.

Reis explica que o documento final serve “para que todo mundo possa ler e discutir cada proposta, para termos o Plano Nacional de Políticas Públicas, que é o nosso grande objetivo, e aí constituir o Conselho Nacional de Políticas Públicas para LGBT, para que se possa fazer o controle social das políticas”.

A criminalização da homofobia e a legalização da união estável entre pessoas do mesmo sexo devem ser as duas principais reivindicações do movimento apresentadas na Carta de Brasília.

“Nós temos duas prioridades: a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia, que é o PLC 122/06, e um outro é o projeto da ex-deputada Marta Suplicy, da união civil. Este projeto está parado na Câmara desde 1995, já está pronto para a ordem do dia, mas infelizmente a gente não consegue fazer com que ele avance”, afirmou o coordenador-executivo do projeto Aliadas e membro do Grupo Dignidade de Curitiba, Igo Martini.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Angélica Diz Que Sonhou Com Beijo Em Cláudia No "BBB10"

  Durante uma conversa na piscina na tarde desta terça-feira, a jornalista Angélica confessou que sonhou que beijava a empresária Cláudia na boca, no confinamento do "Big Brother Brasil 10". Morango, como também é conhecida a jornalista, disse ainda que chorou no sonho.

"Eu via a câmera dando zoom em nós duas e sabia que minha namorada ia ver, aí comecei a chorar", disse Angélica, que é homossexual assumida e tem uma namorada fora da casa.

Apesar de visivelmente constrangida, Cláudia reagiu bem à brincadeira. Mais cedo, ela contou aos colegas que sonhou que brigava com Morango.
Na semana passada, durante uma das festas do programa, Angélica confessou a Dourado que está apaixonada por uma das mulheres da casa.

Há alguns dias, enquanto brincavam de jogo da verdade, Morango disse que a mulher da casa com quem ela moraria seria Cláudia, mas que passaria uma noite com a Lia.

As Lésbicas Nas Novelas Da Globo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg7h3eeNysExZns1RkalTz1OcoCp97w5BZnJkrsQXaJorj_5fO3Bh9579Ly0C6-dZDd9jKBfFM86-Fi0wwPR5tR5GyKDW-jy-X-j462iScsD7jHTkoAEtF-8c3T5X8yrg0EGYHV0FwkHn5_/s1600/gay+7.jpgHá muitos anos que o brasileiro conta com as novelas globais para sugerir temas e, assim, mobilizar debates na sociedade. Aos poucos os homossexuais foram ganhando espaço nas novelas. Se fizermos uma retrospectiva dos casais lésbicos em novelas globais, veremos que muito se conquistou, mas ainda há muitos preconceitos e estereótipos para serem derrubados.

Tudo começou em 1988, quando a novela Vale Tudo apresentou o primeiro casal de lésbicas da teledramaturgia brasileira. Cecília (Lala Dehelnzelin) e Laís (Cristina Prochaska) trocavam carícias e andavam de mãos dadas, mas um acidente de carro acabou com o romance. A intenção do autor Gilberto Braga era discutir a questão da herança numa união homossexual. O casal não vingou e só 10 anos depois, na novela Torre de Babel, um novo casal de mulheres teve espaço nas novelas brasileiras.

Essa foi a primeira vez que a televisão brasileira nos apresentou um casal de lésbicas feliz, sem problemas e bem sucedido. Porém, para não fugir à regra, Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer) foram literalmente explodidas! Isso se deu porque pesquisas de audiência mostraram a desaprovação do público e... bum! O casal bem resolvido desagradou e o desfecho não surpreendeu: casal homossexual e feliz demais, morte na certa!

Finalmente, em 2003, o casal das adolecentes Rafaela (Paula Picarelli) e Clara (Aline Moraes) conseguiu a aprovação da audiência. Os espectadores puderam acompanhar um romance quase virginal. As meninas trocavam carinhos singelos, olhares ciumentos e passavam por poucas e boas tentando driblar o preconceito da família e dos amigos. Mas o notável foi a polêmica do beija-não-beija: Não beija! A família brasileira já havia se acostumado a ver casais heterossexuais se engolindo, mas não estava preparada para um beijo homossexual.

Depois de superada a tradição de desfechos trágicos dos dois casais estreantes, Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges), casal em Senhora do Destino (2004), trocaram selinhos e até adotaram uma criança. Por mais incrível que pareça, ficaram juntas e vivas!

Nos anos seguintes, outras duas personagens lésbicas tiveram espaço nas novelas globais. Primeiro Dolores, personagem de Vera Fisher em Duas Caras (2007), que provavelmente tinha uma queda pela sua secretária. Alguém viu?

Por fim, Stela (Paula Burlamarqui), que ajudou Catarina (Lilia Cabral) a se livrar de seu marido machista em A Favorita (2008) e,
para a nossa felicidade, ainda a levou, coincidentemente ou não, para Buenos Aires, cidade considerada como maior capital friendly do mundo. Enquanto o Homem que é Homem foi preso e o verdureiro... vai saber o que aconteceu com o rapaz.

Para melhor aceitação da audiência, os autores seguiram sempre a mesma receita, distorcendo a realidade do mundo gay. Em primeiro lugar, todas devem ser incrivelmente femininas e lindas. Além disso, nenhuma delas tem amigos ou frequentam lugares gays, seguindo assim, os padrões heterossexuais de aceitação. Também vale lembrar que elas nunca se enquadraram na trama principal da novela e suas únicas demonstrações de carinho são ingênuas e assexuadas, o que nós bem sabemos que não é verdade, não é?

RJ: Lésbicas Lançam Fórum Deliberativo

Atividade faz parte das comemorações do Mês da Visibilidade Lésbica.
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Em comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica, comemorado no dia 29 de agosto, a cidade do Rio de Janeiro conta com diversas atividades na programação do Mês da Visibilidade Lésbica ao longo de agosto.
Às 18h desta quarta-feira (19), no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) do Rio de Janeiro, foi lançado o Fórum de Lésbicas e Mulheres Bissexuais do Estado, idealizado com o objetivo de fortalecer a participação de lésbicas e mulheres bissexuais na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
“Buscamos o emponderamento das lésbicas e mulheres bissexuais, a fim de que cada uma delas, enquanto sujeito político, sinta-se segura para ocupar espaços, tomar decisões e colocar estas decisões em prática. Neste sentido, defendemos a autonomia, o feminismo e a visibilidade como um princípio de afirmação das lésbicas e mulheres bissexuais do nosso estado”, afirma a presidente do Grupo Sete Cores de Niterói, Caroline Benites.
Confira a programação completa do Mês da Visibilidade Lésbica no Rio de Janeiro e programe-se para as próximas atividades.

Lésbicas Promovem Beijaço No Rio

Na última sexta-feira, jornalista e namorada foram hostilizadas em bar no Flamengo

 Crédito: Reprodução

A jornalista Tuani Brauns, 23, planeja para esta sexta-feira (22/01), no Rio, um beijaço para protestar contra a discriminação que ela e a namorada sofreram no bar Armazém do Chopp, localizado no bairro do Flamengo, zona sul carioca.

Segundo o portal Parou Tudo, no último dia 15/01, Brauns e a namorada foram hostilizadas pelo suposto gerente ou dono do local apenas porque estavam de mãos dadas por baixo da mesa. Elas contam que ignoraram a postura intimidadora do gerente e soltaram um “dane-se”. “Dane-se nada, eu boto vocês para fora”, teria respondido o homem.

Com medo da reação do dono do local, o casal e os amigos se retiraram do bar. Em e-mail, o grupo conclama para o beijaço: “Fomos pra casa e pensamos, pensamos, pensamos. Decidimos organizar um beijaço de verdade. Com muitas meninas, meninos gays, simpatizantes. O lance é reservar mesa grande, a galera ir chegando, consumindo nada além de uma água sem gás. Quando todos estiverem presentes, começamos o beijaço. Vale amiga beijar amiga, amigo beijar amigo, beijos fofos, selinhos, abraços carinhosos, sem baixaria, pra que não percamos a razão. Alguém deve filmar, porque muito provavelmente seremos rechaçados.”

Grupo Arco-Íris
O Grupo Arco-Íris enviou nota onde repudia a atitude do dono do estabelecimento. “Lembramos a nossa comunidade que no Rio possui duas leis que resguardam os LGBT de homofobia em estabelecimentos comerciais. É o caso de se aplicar a lei estadual 3406 de 2000, que penaliza bares, restaurantes, lojas etc. por discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual. A lei municipal 2475 de 1996 também caminha nesta mesma direção, portanto é inadmissível que estabelecimentos comerciais continuem a discriminar nossa comunidade. Devemos reivindicar o cumpra-se das leis e fazer com que com o Estado e o Município assegure nossos direitos e cumpram as leis em questão”, explicou a presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues.

A Lei 3406/2000
Esta Lei estabelece penalidades aos estabelecimentos localizados no estado do Rio de Janeiro que discriminem pessoas em virtude de sua orientação sexual. Dentro de sua competência, o Poder Executivo penalizará todo estabelecimento comercial, industrial, entidades, representações, associações, sociedades civis ou de prestações de serviços que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua orientação sexual, ou contra elas adotem atos de coação ou violência.
Entende-se por discriminação a adoção de medidas não previstas na legislação pertinente, tais como: constrangimento; proibição de ingresso ou permanência; preterimento quando da ocupação e/ou imposição de pagamento de mais de uma unidade, nos casos de hotéis, motéis e similares; atendimento diferenciado; e cobrança extra para ingresso ou permanência.

Top 10 Musicas Lesbicas

1.It’s a heartache – Bonnie Tayler                        

 Não sei vocês, mas eu sinto uma vibe hiper sapa nessa música. Não sei se é o penteado Simone, o jeito da cantora, a música ou simplesmente porque era o hit de um barzinho lésbico aqui de Fortaleza (aka Metanol/Inferninho). Toque o player abaixo, feche os olhos e imagine um montão de caminhoneiras juntinhas. Não casou direitinho????????












2.Me against the music – Madonna feat. Britney Spears

 Gente, o que era pra ser quase um hit gay virou um hino lésbico.
Tipos que quando você une Madonna e Britney era pra sair um pop chicletão, do tipo bate-cabelo. Mas sai um clipe com a Madge vestida de caminhoneira e a Britney de Sapata adolescente.
As duas com os dedos em chamas correndo uma atrás da outra. E no fim rola um pseudobeijo, que se concretizou no VMA.







3.Superafim – Cansei de Ser Sexy.



A música é um pé-na-bunda entre entendidas. Gente, ela mesmo se entitula: “Lesbian Chic, Sapacaxa do Agreste”.
Fora que CSS é o novo hit entre as sapinhas adolescente. Tipo um TaTu, saca???








4.All the Things She Said – t.A.T.u


Foi a febre bolacheira mundial. Se todo garotinho gay se descobriu ao ouvir a Titia Madge, toda garotinha lesby se descobre ouvindo as Tatu. As velcro-girls dirteo da Rússia escandalizaram com um beijo lésbico durante o clipe (e shows). Hoje elas deixaram de lado o lado aranhudo, mesmo assim ainda são sinônimo do chamado “lesbo-pop” (onde se inclui o CSS, que eu adoro).
 







5.Crazy – Aerosmith

Os marmanjos simplesmente babam por esse clipe. Por que? Porquê mostra as loucras das sexys Alicia Silverstone e da elfa Liv Tyler. Além disso tem um show de pole dancing da Liv para Alicia (e essa última vestida de homem). Quer algo mais lesbo-sexy que isso?
*PS : alguém me explica porque a maior parte dos garotos heteros sonham em transar com duas lésbicas???????








6.Eu Comi a Madonna – Ana Carolina


É, muita informação. Primeiro o título. É direto ao ponto. Você comeu a Madonna.
E pra comer a Madonna tem que ter uma sexualidade bem definida: ou você é um gay ativo ou uma lésbica. No straight allowed.
E como o intérprete é a Ana Carolina, a segunda opção é a mais óbvia. E dá uma olhadhénha no trecho da música: 
 
Me esquenta com o vapor da boca
E a fenda mela
Imprensando minha coxa
Na coxa que é dela
[..]
É dessas mulheres pra comer com dez talheres
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
Tremendo, gemendo, gemendo, gemendo
[...]
Fui eu quem bebi, comi a Madonna
Fui eu quem bebi, comi a Madonna


7. Sula Miranda – Qualquer música

Por mais que ela negue (ou queira negar), as caminhoneiras do meu Brasil tem uma super admiração por ela. Primeiro que ela fez váaarias faixas sobre a vida na estrada e os amores que nela se encontram. Depois, pelo mais óbvio: Ela é tia da Thammy Gretchen, que dispensa apresentações. Agregou, Sula!



8. I Kissed a Girl – Kate Perry  

Gente, acho que a música é bem
óbvia né? Ela já disse que beijou uma garota e…GOSTOU. Todo mundo que tem um amigo “confuso”, ou seja, daquelas que ainda não sabem qual o lance deles, começasm assim. primeiro dizem que adoram andar com gays, depois bebem um pouco mais e beijam alguem do mesmo sexo, depois beijam sóbrios e…GOSTAM. 









9. Sapatos – Blita Block

Esse é um drag-hit, que eu até já postei. Ela fala sobre as sapas caminhoneiras, dquelas tipo a namorada da Lindsay Lohan. E ela deixa bem claro: “Ela é sapata, mas é bacana/Não curte bofe, só curte xana”.


10. Tigresa – Alcione

Tire suas próprias conclusões:
Com alguns homens foi feliz
Com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração
Que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor
Mas ela ao mesmo tempo diz
Que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis
Inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz
Vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão
Pois é. Agora você que quer curtir uma balada colorida, é só pegar essas músicas, achar mais uma sapinha e sijogar!E como já diria Blita Block, não mexam com a Alcione! Beijas……  

Herdeira Lésbica Morre Aos Trinta

 Casey era conhecida pelos seus frequentes problemas com as namoradas. No mês passado pediu em casamento Tila Tequila, estrela de um reality show
Casey era conhecida pelos seus frequentes problemas com as namoradas. 
No mês passado pediu em casamento Tila Tequila, estrela de um reality show





Casey Johnson, a herdeira da fortuna da Johnson & Johnson que recentemente foi notícia pelo noivado com Tila Tequila, estrela de um reality show, morreu em Los Angeles, Califórnia (EUA), aos trinta anos.

A socialite, lésbica assumida, terá falecido de morte natural, não havendo indícios de crime, segundo a polícia. No entanto, a investigação está a elaborar um relatório de toxicologia, que poderá ajudar a concluir qual a causa da morte. A polícia e os bombeiros foram chamados à residência de Casey na passada segunda-feira, tendo a morte sido declarada no local.
O óbito foi anunciado por Tequila na sua página no Twitter e confirmada pela polícia. "Rezem todos, por favor, pela minha namorada Casey Johnson. Ela morreu. Obrigada por todo o vosso amor e apoio, mas vou ficar off-line para estar com a família", escreveu Tequila. A herdeira do gigante farmacêutico, que deixa uma menina adoptada, Ava, era trineta do fundador da Johnson & Johnson e filha de Robert Wood Johnson, proprietário da equipa profissional de futebol americano New York Jets.
A lésbica tinha um talento especial para atrair os paparazzi e era frequentemente associada a distúrbios públicos. Em Outubro do ano passado, numa cena de pancadaria com a ex-namorada, Courtenay Semel, filha de Terry Semel, antigo responsável da Yahoo, esta terá pegado fogo ao cabelo de Casey. No mês seguinte, a socialite foi detida por ter entrado em casa de outra ex-namorada.
Em Dezembro, Tequila anunciou, num vídeo na internet, que estava noiva de Casey, referindo que a "bonita namorada" a pedira em casamento.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Conto.: Personificação Do Prazer

por Marina Ramos


Bárbara estava decidida. Aquele seria um dia diferente, especial. Após três semestres cursando Direito era a hora de dar um basta e trancar sua matrícula. Bárbara nunca pensou em ser advogada. Este era um desejo que seu pai nutria e que ela tentava realizar. Sua ligação com a arte existia desde cedo, quando aprendeu com sua avó materna a modelar a argila e criar peças em cerâmica. Durante a adolescência e juventude fez vários cursos para aprimorar seu trabalho. Sua predileção era esculpir corpos humanos. Por um mistério, Bárbara nunca conseguia transformar seus croquis masculinos em esculturas. Sempre que começava a modelar, ela acabava criando figuras femininas. Estes trabalhos a atraiam muito, eram horas dedicadas e esquecidas dentro de seu ateliê. Ela se demorava nos seios, esculpia com muita doçura e os admirava todo o tempo durante o processo de criação. Seu segredo, indecifrável para ela até então, era o desejo que vinha tomar seu corpo a cada movimento, a cada toque de seus dedos no corpo de suas obras. Cada escultura era batizada por Bárbara: Sophia, Helena e Carmem foram as primeiras e mais importantes. Bárbara já havia namorado alguns rapazes, e nunca pensou em se relacionar com mulheres, mas em seus sonhos, suas esculturas criavam vida, e vinham a sua cama, falar obscenidades em seus ouvidos. Sophia implorava por seu beijo, queria sentir a maciez de seus lábios e a ardência de sua língua explorando toda sua boca. Helena, sussurrava que queria ser tocada por ela, mas não com seus dedos e sim com a ponta de sua língua. Carmem gemia, se abria toda para Bárbara e pedia pra ser penetrada, com força e doçura ao mesmo tempo. Bárbara acordava no meio da noite totalmente molhada, sufocada por seus sonhos inebriantes. Não agüentando de tanto desejo, ela se tocava, percorrendo todo seu sexo, com seu toque leve e austero, como se estivesse modelando o barro. Ora lentamente, ora vorazmente e chegava assim ao gozo, pensando nas três mulheres que a seduziam.
Chegando à faculdade, Bárbara se dirigiu à Secretaria, onde ficou aguardando Tereza, a coordenadora do curso de Direito. Bárbara a tinha visto uma única vez, assim que ingressou na faculdade. Ela era uma mulher que aparentava uns quarenta e poucos anos, com cabelos um pouco abaixo do ombro, trajava tailleur, camisa de gola branca e salto alto. Era uma bela mulher, muito articulada e objetiva que transmitiu seu recado de boas vindas rapidamente aos calouros. Ainda relembrando estes momentos, após mais de vinte minutos de espera, a secretária anuncia que Tereza está lhe aguardando na sala de coordenação. Percebendo a porta entreaberta, Bárbara nem bate e vai logo entrando e se deparando com a mulher que não via há um ano e  meio. Ela se sentiu embaraçada com sua beleza, reparou como o tempo lhe fez bem. Tereza estava com um corte moderno de cabelo, silhueta mais esguia, e um vestido vermelho com um decote provocador. Esta visão lhe chamou atenção, seu olhar se perdeu no detalhe do vestido que mostrava despudoradamente parte dos seus seios sedutores, como os que ela esculpia em seu ateliê. Nestes segundos mágicos, Bárbara se perdeu no tempo, ficou atordoada, pensando em como poderia sentir tanta atração por uma mulher real, de carne e osso. Querer tocar naquele corpo, despir e se enlaçar, num desejo louco, que a fazia sentir seu sexo quente e molhado era confuso e sedutor. De repente ela escutou a voz suave e forte que lhe tirou deste torpor. Era Tereza pedindo para que ela se sentasse. Ainda sentindo o efeito da ebulição do seu corpo à flor da pele, Bárbara se sentou e olhou fixamente nos olhos de Tereza que logo quebrou o silêncio, perguntando o motivo pelo qual Bárbara queria se desligar do curso de Direito. Ela se embaraçou na resposta, e gaguejando fala de seu amor pela arte, de seu desejo em continuar criando suas esculturas, do toque, do prazer e as palavras foram se perdendo, virando quase um murmúrio. O que deveria ser um momento de estranhamento para Tereza, fluiu de forma contrária. Sorrindo maliciosamente da situação, ela passou sensualmente ao lado de Bárbara indo em direção à porta. Bárbara escutou o barulho da chave girando no trinco. De repente, Tereza pára em sua frente e a puxa pela mão, conduzindo-a e empurrando-a levemente contra a mesa. Numa troca de olhares sedutores, Tereza aproximou sua boca da boca de Bárbara e a beijou lentamente, sentindo a maciez de seus lábios, tocando com sua língua a língua de Bárbara, para dentre poucos segundos lhe sugar os lábios com sofreguidão. A doce Sophia lhe vinha à mente, aquela boca úmida era a sua.
Tereza tocava-lhe o corpo com sabedoria, ia direto ao que lhe excitava. A cada momento que Tereza pressionava seu corpo contra o de Bárbara, ela pressentia os espasmos que ainda viriam tomar conta de seu corpo e sentia seu sexo arder e molhar de desejo. Tereza arrancou-lhe a blusa, deixando a mostra os seus seios. Logo ela começou a envolvê-los com a ponta da língua para em seguida sugá-los com vontade, como que para saciar-se. Nesta hora, Bárbara não se conteve, e começou a tocar e sentir os bicos rígidos dos seios de Tereza ainda por cima do vestido. Como se estivesse esculpindo seu objeto de desejo, Bárbara modelava e se deliciava com os contornos do corpo de Tereza. Não conseguindo mais se conter, Bárbara puxou o vestido, até rasgar o decote, deixando a mostra parte do corpo de Tereza. Ela abocanhou um seio, enquanto acarinhava o outro com sua mão. Tereza se rendeu, tomou o lugar de Bárbara, acabou de se despir, e deitou sobre a mesa, puxando com volúpia Bárbara pra cima de si. Assim como Helena, ela sussurrava em seu ouvido que queria ser tocada e penetrada por sua língua quente. Bárbara, desconhecendo como agir, foi seguindo os gemidos de Tereza. Beijou sua boca e foi descendo pelo seu corpo, lambendo sua virilha e sentindo o cheiro de seu sexo de fêmea no cio. Passou algum tempo assim, percorrendo com sua língua por entre as pernas de Tereza, deixando-a bem inchada e molhada. Depois foi penetrando-a docemente com sua língua, sentindo seu gosto, seu calor. E assim permaneceu, entrando, saindo e lambendo-a, trazendo à tona gemidos roucos, satisfazendo assim os desejos de sua Helena que não demorou a ter seu lugar arrancado por Carmem. Tereza, enlouquecida, puxou a mão de Bárbara para dentro de si, urrando de prazer. Bárbara, sentindo a fúria dos desejos de Carmem, continuava com os movimentos dentro de Tereza, tateando, brincando com seu sexo, conhecendo todos os segredos daquela mulher. Totalmente entregue ao desejo, ela sorveu fortemente os seios de Tereza, que se abriu toda, sugando os dedos de Bárbara para dentro de si. Seu sexo foi inchando ainda mais, esquentando e molhando a mão de Bárbara. Urrando loucamente e arranhando as costas de Bárbara, Tereza chegou ao êxtase, tremendo e chorando em meio a um gozo forte e sem fim. Precisando urgentemente sentir a explosão de seu corpo, Bárbara subiu por cima de Tereza, se encaixando entre suas coxas. Foi logo esfregando seu sexo contra o sexo daquela mulher num movimento forte e ritmado, perdendo o controle de seu corpo. Em segundos que precedem o gozo, imagens das suas três esculturas e agora amantes, invadiram a mente de Bárbara  que chegou ao êxtase de uma forma como nunca havia sentido antes. Desfalecida, Bárbara encontrou nos seios de Tereza o descanso para seu corpo. Um beijo carinhoso selou aquele encontro ardente.
Bárbara saiu da sala, com a certeza que deveria continuar exercendo seu dom de artista e feliz por ter conseguido desvendar o mistério que a perseguiu durante tantos anos. Ela encontrou em Tereza a chave deste enigma, seu modelo vivo, sua musa inspiradora.
Realmente, aquele foi  um dia diferente, especial.

Conto.: Mais Um De Verão

por Maria Antonietta


O cheiro de água salgada invadia a tarde ensolarada e quase desperdiçada com uma longa dormida. Eram onze na casa de praia. Era uma na casa. Dez haviam saído para aproveitar os doces anos juvenis. Cada um aproveita do jeito que acredita que os merece. Contavam-se dez que acordavam cedo, dez que se banhavam no mar, dez que repetiam os mesmo dias, a mesmas coisas entre si e uma que tirava férias. Dizem que tem horas para tudo, babaquice deveria ter o seu tempo e se contentar com o pouco que, de fato, lhe cabe. Pensava nessa linha enquanto descia ainda sonolenta as escadas e, pior, faminta. Leite era o máximo que sobrava das refeições. Enquanto o bebia traçando seu fim de tarde, a campainha soou como som longínquo, fora da realidade. Abriu o portão sem pressa e se deparou, sem crença, com a criatura mais surreal daquela breve vida estival.
-Oi! Tem alguém em casa? Perguntava uma voz magistrada por lábios desenhados e dentes em sintonia, tudo orquestral.
-Eu! Respondeu de imediato, sem sentir.
-Você  está só?
-Sim.
-Hum… Tá! Depois passo aqui!
-Não! Enfática. Ah… Não quer esperar? Acredito que já estão voltando. Nenhuma reação. Apenas uma ligeira expressão. Um franzir de cenho que inspirava dúvidas. Entre! Espere aqui!
Enquanto a outra adentrava o cômodo, Maria Eduarda admirava suas passadas femininas fazendo conjunto com seu corpo que, por sinal, estava mais que visível naquele bicolor biquíni. É o verão! Elas se trajam despudoradas, mas dignas. Não conseguia tirar os olhos da típica praieira e fantasiava cenas de quentes trocas de carícias entre elas. Estava completamente atraída, apesar de estar certa de que a outra não corresponderia. Mas, talvez, investir fosse o máximo que poderia fazer por si naquele momento; embora não tivesse idéia de como começar. Aquele arrepio que sentira à primeira vista não era tão comum e isso a acuava de certa forma. Até romper o silêncio já bastava.
-Como é  seu nome?
- Isabela. E o seu?
- Maria Eduarda. Falava cortesmente. Duda não era forma de se apresentar. Muito menos Dudinha. Ou era? Já estava se perdendo novamente. Talvez tivesse dito tão só Maria.
- Por que você  ficou em casa? Não gosta de praia?
-Não muito. Viu um sorriso. De canto, mas fascinante.
Conversa ia e vinha e Maria ousou sentar-se ao lado da novata. Linda, intensa, bronzeada… Eram da mesma idade. Estavam concluindo suas inexperientes segundas décadas. No meio da conversa descobriu que Isa – já podia chamá-la assim por sugestão da própria- estava solteira. Não pode disfarçar seu contentamento. A outra percebeu. Aliás, a excitação estava no ar. Elas respiravam a energia da outra. Palpitavam juntas ritmando a música que trilhava em forma de prosa. Pareciam à vontade. Já nem se via tantos passos medidos a se dar. Riam juntas. Frios na barriga visitavam ambas. Se tocar sem querer causava sensações de paixão guardada. Maria Eduarda não temeu que caísse a tarde tão rápido. Aliás, até já previra que os minutos não pausariam naquela envolvente conversa. Isabela revelou que seu propósito era convidar a todos para uma festa, à noite, em sua casa. Teve de se despedir para preparar a festa. Foi um abraço. Sim, um demorado abraço. Os braços de Maria sentiam, completamente, as costas da pequena; podia sentir seu aroma, seu hálito perto da orelha, seus batimentos.
Mais tarde já estava sendo recebida pelos amigos de Isabela: muita música, bebida e danças. Mas só uma dançarina a interessava e esta ia se aproximando para cumprimentá-la com um doce beijo na bochecha. Segurou-a pelo braço e a levou para a pista. Maria estava fisgada por o jeito de dançar e falar dela. Falar perto demais e tocando seus cabelos. Estava absolutamente hipnotiza e não sabia o que fazer. Seus gestos, seu jeito, tudo provocava em Maria uma excitação inexplicável, incrível. Dançavam num som delirante; a cada instante que sentia seu toque, o corpo de Maria estremecia de prazer. Não era só o fato de estar com uma bela mulher, mas de senti-la tão de perto que não conseguia controlar a própria respiração. Quando Isabela lhe tocava as costas para falar coisas banais ao seu ouvido, ou até mesmo quando peculiarmente encostava sua boca roçando na orelha de Maria de leve a mesma sentia que enlouqueceria. Resolveu não segurar mais sua vontade de beijá-la profundamente: trocou olhares insinuantes com ela enquanto ela chegava mais perto correspondendo seus desejos carnais. Encostou-se ao seu ouvido sentindo seu seio roçar de leve no dela e, suavemente, falou que precisava sair dali para tomar um ar, uma bebida.  Ela anuiu a abraçando para que a outra sentisse mais forte sua excitação. Foram de mãos dadas até a praia e sentaram-se na areia. A lua gigantesca casava com o mar fazendo um belo quadro com direito a moldura e lugar na sala principal. Sentadas estavam bem próximas. Maria um pouco nervosa, tímida. Isabela, repentinamente, encostou sua mão na da amiga causando-lhe arrepio.
- Sabe o que eu estava pensando? Perguntou Isa. Você já beijou uma menina?
-Por quê?
-Quando você  encosta em mim… sinto vontade de lhe beijar. Não sei o que acontece…
Não precisou de mais palavras, foram se aproximando, brandamente, até que os lábios se encontraram. Beijavam-se como criança quando prova doce. Saboreavam-se. Riam. E não deixavam os lábios se desencostar. Deitavam-se. A areia tornou-se uma bela cama. Estavam, de leve, uma por cima da outra. Abraçaram-se, tocaram os corpos, sentiram-se. Deixaram-se levar pelas ondas, pelo beijo, pelo calor. Seus seios enrijeciam. Não podiam deixar de movimentar-se em ritmo leve. Delicadamente, Isabela, que estava por cima, passou as mãos pelo cabelo da outra, beijou-a e ela sem acreditar, puxou Isabela para perto num novo abraço. Intensas, se desgrudaram. Maria, agora deitada ao seu lado, sentiu sua mão ser alisada. Olhou para o lado e ouviu a melhor promessa.
- Do jeitinho que você é sempre quis ter uma namorada.
E sorriram despreocupadas.

Conto.: A Primeira Vez

por Mistery



“Ok, ok, ok, vamos falar de sexo. A primeira vez!!!”
Melissa repousa os dedos sobre o teclado. Primeira vez… ‘Vamos, Mel esforce a mente… pense… A primeira vez.’ Põe a mão sobre o queixo. ‘Aff, só consigo pensar na minha primeira vez!’
- Vai querida, abra as pernas…
- Co… co…como? Já? Eu tenho vergonha.
- Não farei nada que não goste.
- Eu sei… mas …tenho vergonha.
‘ Meu Deus! Que ela vai fazer com essa boca? Arre, que nojo não faço isso nunca! E se ela pedir?’
Melissa sacode a cabeça. Hoje adora fazer sexo oral, mas no inicio, era um “bicho de sete cabeças”. ‘ Isso, falarei como se tratar uma mulher na sua primeira vez’.
Senta-se ereta frente ao computador e começa a digitar, cheia de idéias.
A PRIMEIRA VEZ
A primeira vez é algo muito esperado pelos jovens que cada dia mais cedo começam a atividade sexual. Junto a essa atividade vem toda a insegurança física em relação ao próprio corpo: medo de ser desengonçada, ou mesmo se achar feia, estar fora de forma, ou com uma barriguinha sobrando…
Mas em nosso caso, especificamente, falaremos sobre a primeira vez com uma mulher.
Temos aqui duas situações:
A mulher que perde a virgindade com uma parceira ( a primeira relação sexual) e a mulher que sempre manteve relações sexuais com um homem e se vê atraída por uma mulher.
Vamos começar falando da primeira relação sexual de uma mulher.
A PRIMEIRA VEZ É SEMPRE TRAUMÁTICA!
Melissa lê o que acaba de escrever e balança a cabeça. ‘ Mel, sem colocar experiências pessoais, tsts’ Torce a boca de forma irônica e refaz a escrita.
A primeira vez de uma mulher nem sempre é traumática.
Deve-se lembrar sempre que a mulher, ao iniciar a vida sexual, tende a ficar muito tensa e que isso dificulta a penetração, pois os músculos da vagina ficam contraídos.
Procurar acalmar a parceira, tocá-la carinhosamente sussurrando palavras suaves (nada de sacanagem), mas mostrando seu desejo, aos poucos a deixará mais confiante e tranqüila na entrega. Não adianta querer um furacão sexual nesse momento, nem ter crise de descontrole. Ela precisa de uma parceira consciente do momento e que a conduza no prazer, respeitando os limites que a insegurança da primeira vez impõe.
Busque inicialmente que o primeiro orgasmo dela não seja por penetração e sim clitoriano. Pode parecer estranho, mas só o ato de penetração causa um verdadeiro desespero na mulher virgem, que tende a esquecer o prazer e se focar só na dor (que pensa que irá sentir). Depois do prazer maravilhoso que um belo orgasmo clitoriano lhe proporcionar ela estará bem mais preparada para a penetração.
Gente!! Ela nunca foi penetrada então nada de três dedinhos. Comece com um. Com o tempo…dois, três e por ai vai. E vai… e vai…
‘Melissa! Se concentre, que coisa’. Sacoleja a cabeça e retorna a digitação.
Devemos sempre nos lembrar que a parceira deve estar bem lubrificada na penetração. Na linguagem popular: molhadinha.
Nada de oral. Vou repetir. NADA DE ORAL. Muito menos pedir um oral! Lembrem-se vocês da primeira vez e verão que é algo que tem que ser trabalhado fisicamente e mentalmente. Na primeira vez a mulher se retrai toda e só consegue pensar: ‘como ela pode gostar disso? Será que terei que fazer?’. É uma tortura psicológica na iniciante (se você fez oral na sua primeira vez, parabéns. Você faz parte de uma minoria da população lésbica mundial).
A parceira iniciante se solta sexualmente com o tempo e à medida que vai adquirindo confiança em si e na parceira. Essa confiança é adquirida com a convivência.
Uma relação efêmera e passageira, na maioria das vezes, não deixa boas lembranças.
Por isso, você que pensa iniciar a vida sexual com uma linda mulher, lembre-se: para se ter uma recordação linda e maravilhosa desse momento único e especial em sua vida queira bem à parceira escolhida. Que ela seja alguém especial e única tanto quanto o momento aqui discutido.

Conto .: C’est la vie ( Light )

por Jils

Fazia quase um ano que conversávamos pela internet, mas ela namorava e fui eu quem incentivou isso. Boba!… Tudo isso fervilhava na minha cabeça, enquanto estava sentada, a espera na rodoviária. Dúvidas sobre o que ela acharia do meu cabelo roxo, do jeans surrado e do coturno pouco feminino, me deixavam insegura.
Meu coração estava na garganta, minhas mãos trêmulas, minhas pernas bambas, e mesmo assim minha cabeça tentava se convencer de que tudo aquilo era uma brincadeira dela, que não viria. Que as ligações e promessas de vinda, eram só pra me testar, pra ver como eu ficaria.
“Ônibus São Paulo a Curitiba, plataforma B”. Anunciam!
Levanto num misto de euforia e vergonha, vejo-a, como não veria? Ela é  uma das primeiras a descer, e era exatamente como imaginava, os cabelos curtos e desarrumados da viagem e o corpo delicado mostrando de forma tímida suas curvas em baixo de uma camiseta. Me vê, e sua covinha do lado esquerdo aparece, ela abaixa o olhar… Quando chega na minha frente estende a mão, eu imediatamente a abraço e sinto seu perfume, imediatamente meus pensamentos lembram das conversas insinuantes na internet e de cenas proibidas que ela contara para mim.
Fiquei desconcertada, comecei a falar freneticamente. Deixamos suas coisas na minha casa e fomos num bar próximo, acabei encontrando outras amigas, ficamos mais a vontade e a conversa fluiu. Depois de algumas cervejas eu comecei a ficar inquieta, mas dessa vez eram meus quadris que mexiam, seguiam o compasso da música, simulavam um mexer que o corpo tanto queria. A mão passeava pelo pescoço e nuca, um calor se fazia presente, prendi o cabelo na doce ilusão de que fosse resolver.
Antes que me descontrolasse, sugeri de irmos embora. Eu não dei nenhum sinal de que algo a mais poderia acontecer naquela noite, mesmo ardendo de vontade de tocar aquela pele que há tanto desejava. Chegando em casa não estávamos com sono, deitamos no sofá do quarto e abri uma garrafa de vinho. Continuamos conversando, conhecendo pessoalmente coisas que há muito tempo já conhecíamos virtualmente. O jeito de rir, as expressões tão características e o olhar, olhar que eu conhecia sem nunca ter visto…
O vinho esquenta o corpo e as maçãs do rosto estão vermelhas, talvez seja a vergonha de estar fantasiando tantas outras coisas enquanto ela conta a sua vida. Minha mão continua passeando pelo pescoço, mas agora vai para o ombro, cabelos… querendo que fosse a mão dela ali, conhecendo meu corpo. Minha respiração começa a ficar descompassada, ela percebe, eu já não consigo disfarçar.
Ela vem em minha direção, calma e suave, passeando as pontas dos dedos na minha pela… Estremeço… um arrepio passa pelo corpo todo. Suspiros cortam a respiração alterada. Me beija, o beijo tão sonhado. Mas o desejo cresce a cada toque, as mãos agora pegam o corpo da outra com firmeza, como se quisessem uni-los em um. Não há limites, a vontade é quem guia nossas mãos… as roupas são tiradas com uma pressa quase adolescente de sentir o toque da pele por completo, de matar a curiosidade de meses…
Pode ter sido o alcool, mas a vergonha que ela dizia ter não aparecia, o quarto estava iluminado pela lua, eu via seu corpo, seus seios de mulher, suas coxas torneadas… minha boca passeou por cada centímetro daquele corpo que sempre despertou no meu tanto desejo.
Os beijos percorriam as curvas, sentiam o gosto da pele, o cheiro, sentia os tremores do corpo… Ela agora era minha, em meus braços, sujeita as minhas vontades, não fugiria. E eu tinha a noite toda para saciar meu desejo, ouvindo os gemidos contidos, a surpresa da química dos corpos que desconhecidos se uniam tão bem. O suor, as mordidas, o gozo.
Seu corpo repousa sobre o meu, entregue, totalmente despido de pudores, medos, inseguranças… nossa respiração está compassada pelo corpo uma da outra, sua franja cai sobre a testa, mas ela está sem forças para arrumar.
Ela se deixa quedar ali em mim e eu nela. Eu ainda achando que é um sonho ela estar comigo ali, realizando o que há muito era sonhado.

Don’t it mean I love you. ( Hot )

por Alicia Fringe


- Te amo.
É o que ela dizia, olhando nos meus olhos, me fazendo cortar o coração. Ela, tão linda, tão loira, tão… gostosa. Quase engasguei para respondê-la, num fio de voz, que não sentia o mesmo.
- Deixe-me te tocar, te sentir. Você é minha droga, não me tire outra oportunidade de me saciar dela.
Foi a última coisa concreta que ouvi daquela boca. Prontamente a beijei, deixando-a sem fôlego nem reação. Ela se comprimia a mim cada vez mais, que por vez me apoiava na parede.
Devo admitir, seus beijos ainda me faziam delirar. Era uma coisa física, carnal, desejável. Minhas mãos percorriam pela sua barriga, coxas e pernas com vagareza, contrastando com o ritmo de nosso beijo.
O desejo já subia por nossos corpos quentes por aquela deliciosa situação. Não aguentei mais e levei-a para o quarto. Deus, como o quarto dela me traz lembranças…
Decidi deixá-las, não era tempo de pensar nelas agora. Tirei rapidamente minha blusinha e ela fez o mesmo. Ela estava sem sutiã. Seus deliciosos seios me faziam perder os sentidos.
Caí de boca neles, chupando-os, lambendo-os, brincando com seus rijos mamilos enquanto apressava-me em tirar sua calça. Ouvia-a gemendo e quanto percorria sua barriga com minha língua, fazendo-a se arrepiar toda.
Quando cheguei em sua calcinha, fiz questão de tirá-la com os dentes. A visão daquela bucetinha, rosinha e depiladinha me levou à loucura. Devo admitir que sentiria saudades disso. Sentei-me do lado dela e comecei a beijá-la novamente, chupando sua língua com fervor. Fazia carinho em suas coxas, virilha, buceta. Massageei aquela maravilha, vendo-a se contorcer na cama. Seu ato só me instigou a continuar… sua buceta já estava inchada, podia sentir seu clítoris duro.
Esfreguei com rapidez seu clítoris, deixando sua boca livre para gemer. Dei vários beijos em seu pescoço, intercalando entre chupões e mordidas. Finalmente parei de provocar. Desci até o meio das suas pernas, deixando-as bem abertas para mim.
Abri sua bucetinha com os dedos e comecei a chupar seu clítoris com rapidez. Tive que segurar forte em suas coxas, ela arqueou tanto suas costas que conseguiu erguer-se da cama. Puxei-a pra baixo com certa brutalidade, deixando sua buceta mais perto de minha cara.
Continuei brincando com seu clítoris por um tempo, então levei minha língua até sua entradinha. Ela estava tão molhada que não resisti, enfiei minha língua até o máximo em sua buceta, pegando o máximo de líquido que consegui. Em seguida fiquei de 4 em cima dela e passei a língua em seus lábios entreabertos.
- Vê como eu te deixo, gostosa? E isso é só o começo, vamos brincar pra valer. Não queria uma porção da sua droga? Delicie-se
Como eu estava de saia, joguei rapidamente minha calcinha no chão, puxei uma perna sua para meu ombro e deixei minha buceta encontrar-se com a dela, provocando uma sensação de prazer mútuo intenso. Comecei a esfregar-me nela, com força, sentindo sua buceta inchar ainda mais com o atrito.
Ambas gemiam, ambas suavam, ambas estavam envolvidas com o prazer. E ambas precisavam disto. Gemíamos o mais alto que queríamos, sem nos censurar. Finalmente gozamos, e foi como se um esporro de sentimentos percorressem meu corpo. Ah, como é bom o orgasmo.
Deitei-me do seu lado, quando vi que ela apagou. Não conseguia dormir, suas palavras rebombavam em minha mente. Percorri todo seu corpo com os olhos, desejando sentir cada pedaço dele denovo.
Mas era tarde.
Levantei-me, beijei sua testa, e sussurrei em seu ouvido, antes de ir embora:
- Não significa que te amo.

Conto .: Sexo Com A Chefe ( Hot )

por Ayde Novaes
Fim do dia. Estava saindo do trabalho às pressas para conseguir alcançar a tempo o ônibus que tomava todos os dias na próxima esquina. Deparei-me com minha chefe na porta de saída e nos esbarramos sem querer, pelo menos da minha parte foi uma casualidade, mas havia qualquer coisa já premeditada nessa ação por parte dela e eu estava muito prestes  a descobrir. Nesse esbarrão senti seus seios macios em contato com os meus e senti um calafrio me invadir. Ela apertou meu braço com um misto de grossura e delicadeza para me ajudar a reestabelecer o equilíbrio.
- Mais devagar moça, assim você pode machucar alguém – ela me disse com um sorriso no canto dos lábios.
Pedi desculpas, dei uma ligeira explicação a respeito da minha pressa  – o que ela pareceu compreender – e neste momento lembrei-me que havia esquecido uns pertences que seriam necessários para elaborar um relatório que deveria ser entregue no dia seguinte. Coloquei a mão na cabeça , girei sobre os calcanhares e retornei à minha sala, mais apressada do que já estava.
Abri a gaveta em busca do meu pendrive. Revirava ligeiramente uns papéis, tentando encontrá-lo. Estava sobressaltada, os ponteiros do relógio não perdoam e em questão de minutos perderia o ônibus.
Ouço passos se aproximando: – quem seria? – pensei.
Umas leves batidas no batente da porta me fizeram olhar nessa direção.
- Está com problemas, Joana? – perguntou minha chefe, solícita.
- Esqueci os arquivos para o relatório, voltei para buscar…
- Ah, por acaso você  pensava em tomar o ônibus das 5:10h? Ele acaba de dobrar a esquina.
Sentei-me na cadeira, com ar desolado, tanta pressa para nada. Ela sentou ao meu lado, com uma certa sensualidade que eu não estava habituada a perceber nela.
Dois anos trabalhando juntas, mas não tínhamos intimidade fora do trabalho. Não sabia praticamente nada de sua vida, ela sempre foi absurdamente reservada.
É uma mulher séria, compenetrada, muito elegante em seus 1,70 metros mais ou menos. Os cabelos pretos caídos até os ombros, a pele morena clara, os olhos de um negro profundo e sobrancelhas bem definidas. Os lábios levemente carnudos. Não era magra, tinha as formas bem definidas, é aquele tipo de mulher que não tem nada faltando e também não tem excessos.
Ela tocou na minha perna e disse pausadamente: – Não se preocupe, posso te dar uma carona.
Os dedos eram alongados, as unhas muito bem feitas e tinha um anel no dedo anelar esquerdo que mais parecia uma aliança de compromisso. Pude ver os pelinhos no seu braço, escuros e em tão perfeita harmonia com seu tom de pele.
Relutei, disse que não seria necessário, que aguardaria o próximo ônibus, mas ela se mostrou inflexível e acabei por ceder. Afinal, ela era minha chefe, e é  de bom tom ter uma boa convivência dentro dos possíveis.
- Ouça Joana, não quero ser indesejável, mas tenho ouvido uns comentários a seu respeito no departamento… não sei bem como falar disso com você. Afinal, não me parece nada… – interrompeu.
- Desculpe, não estou entendendo – eu disse.
Ela levantou-se, mexeu nos cabelos, olhou em volta da sala como que procurando as palavras escritas num canto qualquer e prosseguiu:
- Ouço dizer que você  é lésbica.
Senti-me ofendida a princípio, afinal minha vida pessoal não diz respeito a ninguém e revirei-me na cadeira demonstrando nitidamente meu incômodo diante da situação.
- Não entendo no que isso possa interessar – falei devagar, mas sentindo meu rosto arder.
- Na verdade, eu a tenho observado há algum tempo e surpreende-me que não o tenha percebido. E hoje vi a oportunidade de ter um momento a sós com você.
- Sim, mas… o que isso significa? – eu já estava entendendo, é óbvio, mas fiz-me de desentendida para ver onde ela queria chegar.
- Eu posso te mostrar o que isso significa – disse ela.
E se aproximou de mim, sentando-se no meu colo com as pernas abertas me enlaçando e jogando seus seios tão próximos do meu rosto que eu fiquei atônita.
Contornou ligeiramente meus lábios com os dedos e senti um leve tremor percorrer meu corpo.
- Eu sei que você  me quer.
Eu não estava numa posição de negar nada, uma mulher bonita e gostosa se oferecendo pra mim. Isso poderia custar o meu emprego, mas perdi a cabeça e não via mais nada, a não ser ela ali na minha frente querendo se entregar para mim.
- Sim, eu quero. – foi tudo que consegui dizer.
Minha respiração ficou ofegante, meu peito arfava com a proximidade em que se encontravam nossos corpos. Meti a mão por baixo de sua saia e senti que sua vulva estava úmida. Descontrolada, agarrei-a e comecei a beijá-la com muito tesão e ela correspondia com o mesmo entusiasmo, esfregando os seios em mim.
Coloquei meu dedo em sua boca e ela sugou seu próprio liquido com sede. Fui desabotoando sua blusa e seus seios fartos saltaram para fora. Desabotoei o sutiã  e eles se revelaram por completo a mim. Eram grandes, os bicos salientes e a auréola formava um círculo pequeno e num tom mais escuro que sua pele.
Suguei gostoso, mamando do jeito que ela estava querendo.
Levantei-me da cadeira e ela seguiu meu movimento, ficamos de pé. Tirei sua saia, e fui descendo sua calcinha cheia de apetite. Queria comer a minha chefe, ali na minha sala. É o tipo de fantasia que nunca se espera realizar e ela estava ali, nua para mim. Encostei-a na mesa e afastei suas pernas. Nos beijamos com voracidade e fui descendo a boca pelo seu corpo nu, passando a língua quente em sua pele. Primeiro pelo pescoço, dando algumas chupadinhas que faziam-na delirar.
Minhas mãos ágeis percorriam por todo seu corpo, apalpavam-lhe os seios e instintivamente, quase animal, fiz com que ela se virasse de costas para mim. Prossegui beijando seu pescoço e passando a mão nos seios. Tirei minha blusa e esfreguei meus seios em suas costas.
Ela inclinou o corpo para frente e vi sua racha aberta pra mim. Minha língua escorregou pelas suas costas seguindo a linha da coluna até chegar nas suas nádegas.
Abri suas carnes e meti a língua lá dentro para lamber o melzinho que escorria de suas entranhas. Ela soltou um gemido prolongado e inclinou ainda mais o corpo para frente. Abri sua buceta com os dedos e lambi ela toda. Aquele gosto de fêmea invadiu minha boca de tal maneira que meu desejo aumentava ainda mais. Lambi seus pequenos lábios, minha língua passeava lá dentro da abertura de sua vagina enquanto aspirava seu cheiro inebriante. Lambi gostoso seu cuzinho, o cuzinho gostoso da minha chefe… nem acreditava no que estava acontecendo. Ela muito putinha rebolava no meu rosto, enfiando sua buceta na minha boca e me fazendo engoli-la todinha. Pus dois dedos na sua racha e ela novamente gemeu. Outro dedo enfiei no cuzinho e ela se contorcia ensandecida. Aquela buceta rosadinha toda aberta pra mim, que delícia. Eu meti muito e meti gostoso. Quando ela gozou eu a virei de frente e mais uma vez comecei a fodê-la todinha. Fazia movimentos ligeiros de vai e vem, estocando meu dedo nela, bem fundo. Fui metendo outro, eram dois agora e ela gemendo e me apertando firme. Meti mais um dedo, três dedos devorando aquela racha e ela aguentando minhas estocadas e gemendo alucinadamente. O desejo era de arrombar aquela buceta de tão louca que ela me deixou e meti mais um dedo e fazia com força até ela gozar novamente e eu abraçá-la firme para que não caísse da mesa.
Depois desse dia muitos outros se seguiram, sempre no final do expediente. Minha sala devia cheirar a sexo, porque todos os dias nós duas metíamos gostoso lá dentro.
Saudades da buceta gostosa da minha chefe.

Conto.: Chegando Em Casa ... ( Hot )

por Teaser
Éramos recém-casadas, eu ainda estava naquele fogo pra chegar em casa. Nossa! Eu passava o dia todo pensando em abrir a porta e vê-la na nossa casa, no nosso tão sonhado cantinho.
Nesse dia saí correndo e resolvi fazer uma surpresa, levar algum presentinho bobo, só  pra ver aquele rosto lindo ainda mais feliz. Pensei em flores, chocolates, mas resolvi que com aquela disposição, eu podia investir um pouco mais na ocasião. Então, resolvi ir ao shoping e procurar uma loja de lingeries.
Eu adoro o corpo dela. Aquela silhueta bem desenhada, uma barriguinha lisinha, pernas grossas, bundinha redondinha. Seios do tamanho ideal, que cabem perfeitamente nas minhas mãos. Firmes e deliciosos, mamilos rosados e eriçados… ficam me pedindo beijos e mordidas sempre que os vejo. Uma delícia! Sentir o cheiro que fica entre eles é simplesmente letal.
Depois de toda essa inspiração e muitos modelitos que me fariam pirar e não ir trabalhar no outro dia sem cãimbras… Escolhi o básico e infalível: Uma calcinha fio dental preta. Humm… Aquela bunda num fio dental, é indescritível! E o fogo já tá tão grande que não precisa mais do que isso.
Passei rapidamente numa loja de vinhos e comprei um Bordeux pra gente se soltar e ir entrando mais no clima. Bebida sempre faz as nossas noites ficarem mais loucas… inventamos e testamos novas posições com o acompanhamento de um pouco de vinho, vale sempre a pena.
Chegando em casa ao abrir a porta não a vi em nenhuma parte. Será que ela ainda não havia chegado do trabalho? Mas eu sempre chego primeiro, o que foi que houve? Fui entrando pela casa e já com o celular na mão, disquei o número dela e ela atendeu.
- Oi amor, onde você  está?
- Estou aqui perto da nossa casa, já tô chegando. Só que hoje eu tenho uma surpresa.
- Ai, é? Eu também tenho uma surpresa, vem logo que eu já tô te esperando.
- Não, nada disso. Quem vai conduzir essa noite sou eu.
- Opa… gostei desse tom de voz. Você sabe que eu adoro quando você fica assim provocante, né? – Sei, mas a minha noite de comando está para começar… você não sabe o que te espera.
- Amor, se você continuar falando assim eu não se vai dar tempo você mandar não. Periga eu te agarrar na porta, viu? Cuidado quando for entrar.
- É, eu te conheço… por isso já tenho duas primeiras exigências, quero que você faça duas coisas: a primeira é abrir um champanhe que eu deixei na geladeira e a segunda é você ir tomando um banho enquanto em chego.
- É, isso não vai ser difícil. E aí enquanto eu tiver fazendo isso você chega? Vai me surpreender no banho?
Falei tentando adivinhar…
- Calminha meu amor, faça o que eu mando e você terá suas recompensas, garanto que vai valer a pena.
- Tá bom então, já vou indo pró chuveiro…
- Ah, e mais uma coisa, me ligue quando acabar o banho. Gostei disso… adoro quando ela fica assim provocativa, insinuante, misteriosa… isso realmente está funcionando meu bem. Espero que você não demore muito.
Fui tomando o champanhe enquanto enxugava os cabelos, ela parecia ainda não ter mesmo chegado e eu fiz como combinado, liguei outra vez para ela.
- Oi minha gostosa, e agora?
O que é que você  quer que eu faça?
- Terminou o seu banhinho? Estava gostoso?
- Tava uma delícia amor ainda mais porque eu estava pensando na minha surpresa o tempo todo.
- Ótimo! Assim que eu quero… e quero agora que você continue pensando na gente e que vá até o armário e se vista para mim.
A essa hora muitas coisas já  passavam pela minha cabeça. Mas eu estava tentando não ficar tão ansiosa e aproveitar o clima. Coloquei uma música, fui olhando as roupas no armário enquanto tomava mais uma taça de champanhe. Aquela brincadeira estava realmente me deixando excitada… e ela nem tinha chegado ainda.
Fui terminando de vestir a ultima peça, uma calça jeans que ela adora, quando meu telefone tocou outra vez…
- Oi amor, cadê você? Eu já estou pronta e te esperando pra te dar aqueles beijos e amassos.
- É? Pois agora quero que você faça o seguinte: quero que você venha pra sala, agora.
Fui andando em direção à sala e falando ao telefone.
- Nossa, mas tá escura aqui a sala, eu acho que eu tinha deixado pelo menos uma luz acesa aqui.
- Tinha sim, mas eu apaguei.
- Ah, é? E onde você tá? Eu ainda não tô te vendo.
- Nem vai ver ainda, você  só vai me ver quando eu quiser que você me veja e só  vai me tocar quando eu quiser que toque.
- Nossa…. – É sim, hoje vai ser assim e eu quero agora que você sente ali no sofá.
Larguei o telefone encima da mesa de centro e sentei no sofá. A essa hora eu não podia estar mais excitada. A voz dela estava muito sensual e esse tom ameaçador tava me dando arrepios… Sentei no sofá e fiquei ansiosamente esperando o que me aguardava…
De repente uma das luzes se acendeu e ela estava lá, toda de vermelho, salto alto, meia calça, cabelos lisos e soltos, … o vestido tinha um decote que eu quase podia me perder dentro dele…
Ela veio caminhando na minha direção e parou quando chegou bem perto de mim. Eu estava perdida num misto de surpresa e vontade, e um impulso ferozmente contido de agarrá-la. Me levantei passando o rosto suavemente no corpo dela. Fui me embriagando naquele cheiro até que finalmente fiquei completamente de pé, olhando o rosto dela. Ela estava linda, simplesmente linda e então, chegou ainda mais perto, se aproximando do meu ouvido. Eu podia sentir sua respiração e seus lábios tocando a minha orelha.
- Sentiu muito minha falta? Falou isso enquanto passava as mãos pelo meu corpo e me puxava pela cintura.
- Claro que senti, e agora que você chegou eu vou poder resolver isso, não é?
- É vai sim, mas as doses em que você vai matar essa sua sede, quem vai controlar sou eu.
Eu estava completamente excitada, parecia que meu corpo estava mais quente do que tudo que estava ao meu redor. Eu nunca havia visto ela assim tão segura e sensual! Depois de falar firmemente que iria controlar minhas quantidades de prazer, ela me pegou pelos ombros e me pôs de costas para ela, encostando-se no meu corpo e beijando meu pescoço. Ouvi o barulho de alguma coisa de metal e senti o frio de um objeto passar pelas minhas mãos… quando me de que eram algemas, minhas mãos já estavam presas.
Ela me puxou pela roupa através da sala e me fez sentar numa cadeira estrategicamente colocada em frente ao espelho. Toda essa situação era extremamente excitante… ter tudo aquilo que eu desejo bem na minha frente e não poder tocá-la… me deixava louca!!
Ela aproveitou a música de fundo e começou a dançar, de costas para mim. O corpo todo dela se movia de uma forma que salientava todas as suas curvas… a minha mulher sempre foi linda e sexy, mas naquela noite tinha se transformada numa Deusa… e o pior (ou melhor)… até aquele momento intocável.
Eu podia vê-la por todos os ângulos pelo espelho, fiquei assistindo aquele espetáculo muito atentamente enquanto ela dançando, começou a tirar o vestido devagar e muito sensualmente, e depois de já estar livre dele, aproveitou e atirou-o em meu colo. Eu pude sentir o perfume dela mais intensamente enquanto ela veio se chegando e ficou dançando bem próximo de mim.
Eu sentia aquele cheiro e quase podia mordê-la, como eu tanto desejava naquele momento, meu corpo latejava de tanto desejo e eu podia sentir que ela sabia disso. E então, pra me deixar ainda mais louca, enquanto olhava nos meus olhos e dançava, tirou o soutien e atirou-o em meu rosto. Veio em minha direção, sentou-se nas minhas pernas de frente para mim, e começou a passar seus seios em meu rosto… e eu queria beijar e mordê-los mais do que tudo!
-É amor, você quer beija-los?
A única coisa que poderia sair da minha boca naquele momento era um: Quero!! Eu estou louca de desejo…
-É, então acho que você tá merecendo sim um beijinho… mas aproveite bem…
Minha boca salivava, beijei e suguei aqueles mamilos o quanto pude… senti-los em minha boca, toca-los com minha lingua enquanto os sugava era tudo que eu podia fazer naquele momento, e eu o fazia com muito prazer.
Enquanto eu me deliciava naqueles seios lindos senti que ela abria o botão da minha calça, mas isso não me destraiu de continuar chupando o seio dela e morder de leve aquele mamilo lindo e delicioso. Ela começou a passear com as mãos pelo meu corpo e desabotoou minha calça e devagarzinho foi colocando uma das mãos dentro da minha calcinha.
- Humm, que delícia você assim toda molhadinha…
- Com você me provocando desse jeito… você sabe que eu enlouqueço…
-É, então aproveita porque o seu tempo aí já está acabando… Enquanto eu voltava para me deliciar naqueles seios tão gostosos, ela me segurou pela nuca e beijou minha boca com intensidade… tocou minha lingua com a dela e mordeu meus lábios do jeito que eu adoro…
Depois desses beijos tão intensos ela se levantou e partiu para a segunda parte do strip…
A calcinha que ela estava usando era de renda, preta (claro), tinha as laterais fininhas e altas e nas costas… um fio dental… aquele bumbum é uma isca! E ela sabe bem como utilizar…
Pela renda da calcinha eu conseguia ver a sombra de tudo… e fiquei por um instante imaginando como ia ser gostoso misturar minha lingua e minha saliva naquele paraíso…
Ela tirou a calcinha e a deixou cair proxima dos meus pés. Fiquei admirando aquele corpo e comecei a me animar com a possibilidade dela me livrar das algemas e poder ir, finalmente, aproveitar tudo aquilo com mais propriedade.
O próximo truque dela não foi o que eu esperava… foi ainda mais surpreendente e tentador. Ela veio até o meu ouvido e disse:
- Sabe o que eu queria agora?
- Não, mas me fala que eu faço!
E ela sussurou:
- Queria que você me chupasse até eu chegar na sua boca.
Meu corpo se arrepiou inteiro… eu queria quebrar as algemas e fazer-la chegar como ela nunca havia chegado antes.
- Me solta que eu quero te tocar e te chupar. Te ter gemendo pra mim.
-Eu vou deixar você matar um pouco dessa sua vontade, mas sem usar as mãos ainda… Depois de dizer isso ela virou de costas e sem tirar os olhos dos meus, começou a se incliar para frente como se fosse pegar a calcinha, que propositadamente tinha deixado cair aos meus pés. Eu entendi exatamente o que ela queria e comecei a dar pequenas mordidas naquela bunda gostosa…. fui mordendo, mordendo e me aproximando cada vez mais do que ela queria…
Comeceii a lambê-la bem devagar, com a pontinha da língua, por enquanto bem suave, só pra atiçar… Ouvi um suspiro quando coloquei minha língua com mais força dentro dela e senti que ela se aproximava cada vez mais de mim…
Acho que essa situação toda tinha ficado tentadora demais pra gente não aproveitar por inteiro, e depois de alguns suspiros ela resolveu me soltar… o que ela queria eu tinha que fazer com ela e toda a liberdade na cama.
Agarrei-a com vontade. Eu já  não aguentava mais não poder passar minhas mãos naquele corpo. Abracei-a com força e demos nossos beijos mais intensos, enquanto abraçadas e ainda aos beijos caminhamos nos esbarrando para o quarto.
Joguei-a na cama, tirei o resto das minha roupas. Fui beijando suas pernas até virilha. Mordi-a mais algumas vezes na virilha e naqueles grandes lábios carnudos… e então, quando ela começou a se esticar, toda excitada, comecei a chupa-la de verdade. Ela se contorcia de prazer e segurava meu rosto entre suas pernas, como se pedisse mais.
Eu a chupava e passava minha língua nos lugares mais gostosos, concentrei as carícias da língua no clitóris e comecei a penetra-la devagar, mas com intensidade. Queria que ela sentisse todo o prazer que eu tinha em desfrutar do corpo dela, e em fazê-la ter prazer daquele jeito. E eu pude ver que ela sentia isso também, pois tremia de prazer e ela chegou na minha boca pela primeira vez nessa noite assim.
Nossa noitada de sexo foi longa e intensa. Saciamos toda a nossa sede no corpo uma da outra diversas vezes. Essa noite ficou marcada como o começo de transas mais eróticas e livres. E as fantasias continuam virando realidade.

Conto.: O Decote ... por Tatá

Salvador, 3 de março de 2001.
Nelson Rodrigues,
Talvez, você seja a única pessoa, viva ou morta, que ouviria com naturalidade a história que está atormentando o meu juízo, e até agora é a única pessoa que eu confidenciaria o que vivi. Desde quando tudo aconteceu, sinto o cheiro de sexo no meu corpo e nos meus lençóis, sinto um bafo quente no meu pescoço, um arrepio, sinto unhas arranhando minhas costas e coxas. Para lhe ser sincera, há uma semana eu achava que amava o meu noivo, achava que o sexo era excelente. Imagina, só! Eu pensava que sabia o que era gozar, o que era ter prazer na cama. Ah! Como eu era boba.
Na quarta-feira passada, minha sogra veio me visitar, trouxe uns livros para me emprestar e uma garrafa de wisky, ela sempre me acompanhou nas doses de wisky. Nas festas de família sempre bebemos muito juntas, fumamos uns cigarros, rimos muito e sempre acabamos falando mal do Fernando, meu noivo. È porque ele é do tipo metódico, e nós não, somos completamente aquarianas, livres, leves e soltas, fazemos aniversário no mesmo dia, mas ela é 20 anos mais velha. A verdade é que sempre quis ser uma mulher como ela: vivida, viajada e desencanada. A sintonia entre a gente sempre foi um fato. E a beleza dela sempre me intrigou, ela tem uma beleza (…) não sei bem um adjetivo para a beleza dela, talvez exótica, avassaladora ou simplesmente ela seja dona de uma beleza intimidante. Cabelos longos, com ondas harmônicas e de tom avermelhado, uma sobrancelha bem desenhada, que faz um contorno perfeito nos olhos verdes dela, olhos que seduzem e fecham quando ela sorri, e um corpo maduro e belo, com seios fartos. É impossível ignorar a fartura dos seios dela, ela sempre usa decotes belíssimos, e naquela noite ela usava um vestido vermelho que ficaria simples em qualquer mulher, mas nela o vestido ganhou vida, os seios não estavam tão expostos, e por isso provocava muita curiosidade.
Depois de muitas doses, uns cigarros e muitas gargalhadas ela saiu do sofá e sentou no braço da poltrona em que eu estava sentada e me disse:
- Deve ser coisa de vidas passadas.
-O que?
-Nós duas.
-É! Talvez a gente já tenha sido mãe e filha.
-Talvez… Mas ainda bem que não somos nessa vida.
Um silêncio se formou, olhei pra ela tentando decodificar o segredo que tinha no olhar e no sorriso dela, mas não estava com muito poder de concentração e deixei meu inconsciente agir. Era difícil me concentrar no olhar dela, por que o tal decote estava na minha direção, depois de ter tentado por um momento descobrir o que estava acontecendo a abracei e meu rosto mergulhou nela, não resisti e cheirei os seios dela, cheirei de novo e passei meus lábios suavemente pela pele dela para desfazer o abraço, mas o abraço não se desfez, ela instintivamente enfiou a mão entre meus cabelos e esfregou minha cara em seus peitos. Depois de cheirar, lambi, chupei, apertei. E com uma força animal ela me jogou no chão, arrancou a minha blusa e apalpou os meus peitos de uma forma tão intensa que quase gozei, ela me beijava ferozmente e de uma maneira muito excitante desacelerou o beijo, desceu as mãos, abriu minha calça, abriu minhas pernas, enfiou a mão delicadamente e sussurrou no meu ouvido:
-Você está tão molhada! (…) tão gostosa!
Ainda ouço o eco dos nossos gemidos pela casa, era impossível controlar os gritos, o gozo. Depois de ter chupado meu clitóris e ter enfiando os dedos, a língua no meu sexo, subiu roçando os peitos no meu corpo e me beijou suavemente, suspirei na boca dela e acelerei o beijo, peguei com vontade na boceta dela, há umas horas fazer isso seria aterrorizante, mas naquele momento pegar não era suficiente, eu queria lamber, chupar, comer e foi tudo isso que fiz. Eu nunca tinha imaginado toda essa situação, foi tudo tão espontâneo, antes de imaginar e ter consciência desse desejo, meu inconsciente explodiu e agiu, definitivamente foi a experiência mais prazerosa da minha vida.
Depois de vê-la revirando os olhos de prazer, e de ter segurado fortemente suas pernas que tremiam tão quanto as minhas na hora do gozo a beijei mais e mais, e as línguas ficavam gradativamente mais nervosas, ora estavam juntas na boca, ora no ouvido, ora nos peitos, enfim, as línguas se encontravam e se perdiam. Ah! Eu não resistia aos peitos dela, sempre queria chupá-los mais, até que ela me puxou pelos cabelos me colocou deitada de costas, arranhou minhas costas e bateu, apertou, mordeu minha bunda e me virou de frente levantando minha perna e encaixando-se em mim, roçamos, roçamos, suamos, suamos, gritamos e gozamos feito loucas, foi um gozo longo, intenso e de fazer o corpo tremer, de perder os sentidos, de deixar as pernas bambas depois. E fomos tomar uma ducha juntas, continuamos a noite no banho, e claro, depois do banho.
Pois é, meu querido Nelson, depois dessa noite não sou mais a mesma. Ainda bem.
Subscrevo-me.
M.

Conto .: Entre Os Seus Dedos ( Hot ) por Miss J.

Era apenas noite quando a encontrei. As suas formas sobressaíam por meio às roupas e eu quase podia sentir a suavidade da sua pele, seu gosto, cada músculo, mesmo nunca a tendo tocado.
Os devaneios começavam: em minha mente, um mundo de palavras transloucadas, um desejo anormal de nada dizer e romper seus lábios com mordidas e língua, de percorrer suas curvas com as mãos, sentir suas imperfeições.
Meu corpo fervia enquanto a olhava e eu desejava transpor o meu prazer mental para ela, por meio dos meus olhos. Investi. Me aproximei. Cada passo denunciando a lascividade do meu intuito. Um sorriso no canto dos lábios, a música alta, o suor que emanava de todos os outros corpos daquela festa. A lua cheia pulsava em nossas veias, como uma droga que nos impulsionava aos nossos instintos mais primitivos. A dois passos de extrema proximidade, nossos olhos se encontraram. Eu já podia sentir seu perfume entorpecente e eu só conseguia pensar em transportá-la, em carne, para o meu paraíso mental. Fazê-la sentir tudo o que o meu corpo já acusava.
Toquei suas mãos, sem dizer palavra, alisei sua pele. Pela cintura, a trouxe para perto de mim. Sorri ao perceber que ela também sorria. Agarrei os cabelos da sua nuca e a beijei. Nosso beijo acelerava, como os nossos batimentos cardíacos. Entrelaçamos nossas pernas e rebolamos ao ritmo da música.
Eu podia sentir suas coxas firmes e sua parte íntima esquentando, derretendo em tesão sobre a minha coxa. Os gemidos mais tímidos começavam a romper nossos lábios, mas nós sabíamos que ainda era pouco. Muito pouco.
Percebi que meus dedos já dançavam no seu decote, como se nenhuma parte do meu corpo tivesse controle próprio. Senti sua pele arrepiada de desejo e seus mamilos eretos massageando os meus. Afastei seus cabelos longos para lamber seu pescoço, mergulhar no seu perfume, a fazer mortal e lasciva: filha de seus instintos e só. E ela me puxava, também queria me sentir molhada e descontrolada de tesão em si. Agarrava em minha cintura, apertava a minha bunda, me apalpava. Minha respiração entrecortada evidenciava a minha falta de controle. A transpiração emanava a minha fragilidade, quando entre os seus dedos.
Boca, mãos, língua. Um universo tátil se abrindo junto com as suas delicadas pernas; Um mundo de delírios criado pelos seus gemidos.
E eu a tocava. E com que fome eu a tocava. minhas mãos subiam pelas suas coxas. Por dentro, por fora, como se eu precisasse memorizar as suas formas. Afastei sua calcinha e me arrepiei ao sentir a suavidade e a temperatura da sua concavidade. A senti delicada e escorregadia. Tentei decifrar seu cheiro e gosto com a ponta dos dedos, enquanto avançava por além de seu clitóris.
E eu a sentia pulsar forte e delicadamente, quase com um soluço, como batimentos cardíacos de suas entranhas. Ela me arranhava a cintura e me beijava a boca. Eu descobri um dos seus seios para poder beijar, lamber e morder seu mamilo. Descontrolada, como um animal, que começava a penetrá-la com um dedo, em estocadas lentas e saborosas, que cresciam em ritmo e força. O rosto ainda mergulhado em seu decote, as unhas de uma mão cravadas em sua cintura e ela se impondo por dentro do meu corpo, puxando os meus cabelos da nuca para me trazer próxima aos seus lábios. Sussurrava absurdos eróticos que eu estava louca para realizar.
A esta altura, as pessoas, a música, a festa, nada mais era real.  Tudo era a delícia de sentir e ser sentida, de chegar ao êxtase à exaustão. Os seus dedos rebolavam acelerados entre as minhas pernas, quando eu me permiti introduzir um segundo dedo nela. Desesperada e louca de desejo, ouvi seu gemido consentindo a minha ação. Ela rebolava nos meus dedos, com a fúria de um animal no cio e a graciosidade de uma Deusa, enquanto me puxava o cabelo e mordia  meu pescoço, numa tentativa frustrada de abafar os gemidos mais agudos e intensos. Eu sentia o seu suor e a glória do seu cansaço. E a cada movimento dos seus quadris, a cada gemido; toda vez que eu a sentia aumentar a força dos dentes contra o meu pescoço, ou do braço contra o meu cabelo, era uma explosão nova nas minhas entranhas. Eu já pulsava com tanta força e intensidade quanto ela, mas entendo que, ainda queria mais. E muito mais.
E eu a senti gozar nos meus dedos. E a vi desabar no meu corpo, fraca, indefesa, exausta. Sorrindo. A abracei, e sorri, por entre a minha falta de fôlego. Tanta perfeição, tanta beleza. Ela me olhou e me beijou. E disse que queria mais; que me queria na ponta da língua. A beijei de volta, sorri. Acendi um cigarro. Disse para sairmos dali.
Pegamos um táxi e, no longo caminho entre a festa e a minha casa éramos mãos e sorrisos. Provocações mútuas e corpos molhados, no banco de trás.
Entramos em casa tirando nossas roupas, nos jogando de parede em parede, ao meio de beijos e toques. Desacelerei. A queria inteira, observar e sentir cada milímetro de pele, cada segundo daquele momento. Liguei o som e a levei ao banheiro.
As gotas quentes tocavam nossas peles, o vapor embaçava nossas imperfeições: em breve, éramos duas silhuetas nuas, que se tocavam com a maciez do sabonete e uma voracidade desconcertante. Sentia seus seios grandes, firmes, maravilhosos; lambi seus mamilos eretos. Corri minhas mãos até sua cintura, tão fina e perfeita que se tornava um pouso maravilhoso para elas. Ajoelhei para morder sua barriga, lamber sua virilha, tocar sua bunda. Vontade absurda de a fazer morar na ponta da língua. Sentir o gosto de cada detalhe do seu corpo. Ela me ensaboava, me tocava com força e suavidade, quando sussurrou: “Agora você é minha. É a minha vez”.
Ela me puxou para si, me colocou de costas e começou a morder minha orelha e pescoço, enquanto deslizava suas mãos pelos meus seios, ventre e coxa, até chegar entre as minhas pernas. Se instalou ali, com uma das mãos em minha bunda, e a outra provocando a minha entrada escorregadia de tesão. Parou. Ela queria e sabia muito bem como me provocar. Os minutos corriam conosco, debaixo da água quente. Cachoeiras de desejo jorravam por entre as nossas pernas. Ela me pegou pela mão e me tirou dali. Secou o meu corpo, enquanto eu o fazia com ela. Fomos para o quarto.
Ela me jogou na cama, abriu as minhas pernas e mergulhou nas minhas entranhas. Me lambia, de leve e inteira. Fazia movimentos circulares com a língua, me enlouquecia. Eu a olhava, linda, removendo os cabelos do rosto, enquanto trabalhava no meu corpo, com o seu, tão perfeito, e tão exposto: a bunda apontando para o teto, um dos seios massageando a minha coxa. E ela me devorou, enquanto eu rebolava, gemia e delirava em sua língua. Ela introduziu um, depois dois dedos, enquanto me provava, e me arranhava as costelas. Eu sentia o desejo dela fluindo no meu corpo e não demorei muito para derreter na sua boca. Meu corpo tremia desesperadamente e eu precisei tirar forças da minha fraqueza, para colocá-la em meu lugar e percorrer o seu corpo com a ponta da língua. Finalmente ia sentir o seu gosto!, mas, primeiro, todo o resto: beijos, mordidas, lambidas. Seios, ventre e coxa. E eu adorando a perceber contorcida de tesão nas minhas investidas. Até, enfim, provar sua concavidade. Um gosto tão maravilhoso, que ainda me arrepio, ao lembrar.
Ela se movia na cama e a lua cheia, no céu. Dois ícones de perfeição, abençoando a minha noite com saliva e suor. Com deleite.
Era apenas dia, quando ela partiu, deixando marcas nos lençóis e no meu corpo exausto, que sorria, no colchão.